
Jimmy Iovine, cofundador da Beats, e Joel Gouveia, empresário e supervisor musical, acreditam que o streaming musical não se sustenta. Os números, até agora, mostram o contrário
“Para mim, os serviços de streaming estão a minutos de se tornarem obsoletos" — é isso que acredita o cofundador da Beats, Jimmy Iovine. Em entrevista ao podcast Founders, Iovine afirmou que isso deve acontecer principalmente por conta de uma falta de sintonia entre os desejos e as necessidades dos artistas e das plataformas.
Mas, para o supervisor musical, empresário artístico e agente de reservas Joel Gouveia, além disso, o modelo atual de negócios dos streamings musicais também não é sustentável a longo prazo.
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Segundo Gouveia, plataformas como o Spotify podem até ter consolidado o acesso à música, mas criaram distorções na dinâmica econômica da indústria. Em uma postagem em seu perfil no Substack, Gouveia argumenta que o sistema atual transformou a música em uma commodity, com serviços praticamente idênticos e sem diferenciação relevante.
"Veja a guerra dos serviços de streaming de vídeo. Netflix, HBO Max e Disney+ estão em uma disputa acirrada. Mas eles têm uma arma distinta: a diferenciação. Se você quer assistir Stranger Things, precisa da Netflix. Se você quer assistir The Last of Us, precisa da HBO. Por outro lado, se olharmos para a música, Spotify, Apple Music, Amazon Music e Tidal oferecem exatamente o mesmo produto: um catálogo com 100 milhões de músicas", disse.
Segundo Gouveia, o modelo financeiro do setor impõe limitações estruturais porque os custos das plataformas crescem na mesma proporção que a receita.
Diferentemente de empresas de tecnologia tradicionais, nas quais o aumento de usuários dilui custos fixos, o streaming de música opera com custos variáveis.
Isso, para o empresário, acontece porque cerca de 70% de toda a receita é repassada a gravadoras, editoras e detentores de direitos.
Cada vez que uma música é reproduzida, uma fração desse valor precisa ser paga, o que faz com que o custo acompanhe diretamente o volume de consumo.
"Depois que a Netflix investe US$ 20 milhões para produzir um filme original, esse custo não muda. Seja assistido por 1 milhão ou 100 milhões de pessoas, o gasto é o mesmo. A margem, portanto, se expande. O streaming de música funciona inversamente […] os custos crescem de forma linear com a base de usuários", afirmou.
Quem arrisca e quem petisca
Mas algumas plataformas sentem menos o impacto desses problemas.
Segundo Gouveia, o formato é mais sustentável para empresas como Apple, Amazon e Google, que utilizam a música como parte de ecossistemas mais amplos — e que não têm o streaming como foco principal.
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Nesses casos, a música funciona como complemento para a venda de outros produtos e serviços.
"Essas empresas não precisam que suas plataformas de música sejam altamente lucrativas. A Amazon utiliza a música como um produto de atração para manter os usuários pagando pelo Prime. Já a Apple utiliza o serviço para impulsionar a venda de iPhones de US$ 1.000", disse.
Já plataformas independentes, como o Spotify, enfrentam pressão maior sobre margens. Como os custos acompanham diretamente o consumo, o modelo reduz a capacidade de geração de lucro.
"E adivinhe: quando as margens da plataforma são estruturalmente pressionadas, quem é impactado primeiro são os artistas", afirmou Gouveia.
Sem fatalismo
Mesmo que os especialistas afirmem que a plataforma de streaming pode ficar obsoleta, esse não parece um futuro próximo.
No quarto trimestre de 2025, o Spotify alcançou 751 milhões de usuários ativos mensais, alta de 11% na comparação anual, e o maior crescimento líquido trimestral da história da empresa.
A base de assinantes Premium chegou a 290 milhões, avanço de 10%.
Em comunicado ao mercado, os co-CEOs Alex Norström e Gustav Söderström classificaram 2026 como o “ano de elevar a ambição”, com foco em inteligência artificial e tecnologia de áudio.
O fundador Daniel Ek reforçou a estratégia de consolidar a plataforma como hub de música, podcasts, livros e vídeo.
Para o primeiro trimestre de 2026, a projeção é de 759 milhões de usuários ativos mensais e 293 milhões de assinantes Premium.
O YouTube Music, dentro da Alphabet, contribuiu para que a plataforma superasse US$ 60 bilhões em receita total no ano, alta de 17% na comparação anual.
As assinaturas, que incluem YouTube Music e Premium, geraram cerca de US$ 20 bilhões e ultrapassaram 325 milhões de usuários pagos.
Na Apple, o segmento de serviços — que inclui o Apple Music — atingiu recorde de receita dentro do faturamento total de US$ 143,8 bilhões no trimestre, alta de 16%.
A divisão cresceu 14% em relação ao ano anterior, impulsionada por ferramentas para criadores, como o Apple Creator Studio. A empresa não divulga dados específicos de receita ou assinantes do Apple Music.
A Amazon também registrou avanço em serviços por assinatura, que incluem música digital, vídeo e audiobooks.
A receita da divisão chegou a US$ 13,1 bilhões no quarto trimestre, crescimento de 14%.
O desempenho inclui o Amazon Music Unlimited, embora a empresa não detalhe métricas isoladas da plataforma. No período, as vendas totais da Amazon atingiram US$ 213,4 bilhões.
Na prática, a indústria opera com um modelo que funcionou até agora. Entre números em alta e dúvidas sobre sustentabilidade, o setor avança sem consenso sobre o próximo passo. Por enquanto, o mercado segue como está — e o resto é ver como a banda toca.
Por Revista VEja
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